domingo, 20 de dezembro de 2009

Texto para reflexão e debate - COP 15

Humanidade Frustrada
Timidez no acordo da COP 15 prejudica a preservação do meio ambiente


Eram enormes as expectativas em torno de um possível acordo revolucionário e progressista na Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhague na Dinamarca. Infelizmente, o que o mundo assistiu foi a adoção de uma postura conservadora, distante dos reais anseios daqueles que acreditam na implantação de metas capazes de absorver a emissão de gás carbônico e outros fenômenos que reforçam o aquecimento global.

Em duas semanas de negociação, nasceu um acordo tímido, insistentemente dito, sobretudo pelo presidente norte-americano, Barack Obama, “sem força de lei”. Não houve consenso entre os países participantes da Convenção, isso inclusive, contrariou a história das decisões adotadas pela ONU nos últimos anos em diferentes áreas. A liberdade de adesão aos países deixou a porta aberta para que os países em desenvolvimento, até mesmo o Brasil, fizessem críticas consistentes à pouca ousadia do documento final.

Os termos do documento são vagos, imprecisos e não preservam nenhuma profundidade no seu conteúdo. Com relação à meta de não poder aumentar além de 2°C a temperatura global, não é possível perceber no texto como isso será respeitado. Como quem deseja “empurrar com a barriga” esse tema espinhoso, ficou marcada uma revisão do acordo para 2016, onde se pretende atingir uma meta de 1,6 °C.

Já quanto às emissões de gás carbônico o “chavão” cercado de obviedade de que “cortes profundos são necessários” permeou o documento. Os países ricos terão de chegar a 2020 com redução entre 25% e 40% em relação ao emitido em 1990. Os países emergentes respeitarão suas circunstâncias internas, sujeitos ao “julgamento” da comunidade internacional a cada dois anos, quando da divulgação de inventários de emissões que deverão ser produzidos.

No ranking dos maiores poluidores mundiais a China ocupa o primeiro lugar. Seguida por Estados Unidos e os 27 países da União Européia em segundo e terceiro, respectivamente. Se for considerado o desmatamento, o Brasil é o quinto maior emissor de gás carbônico do mundo, atrás da Índia que está no quarto lugar. Para se ter uma idéia dentre as principais fontes de emissão de gás carbônico estão a queima de combustíveis fósseis, ou seja, todos advindos do petróleo ou derivados e aqueles utilizados na produção de energia elétrica. Eles correspondem a um percentual de 80% na escala de responsabilização pela emissão de gás carbônico. Logo atrás vem o desmatamento de florestas que responde por 20%. A vegetação armazena carbono graças à fotossíntese. Cada árvore cortada faz com que o carbono retorne à atmosfera, contribuindo para o efeito estufa.

Estes dados científicos evidenciam a importância do tema em questão. Embora, a COP 15 nada tenha avançado, até mesmo aqui, em nossos “pagos”, fenômenos naturais recentes como em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul que produziram tragédias incríveis podem ser os primeiros sinais de desequilíbrio provocados pela alteração climática, decorrente do aquecimento global e demais situações. Fortes temporais erigidos ao status de catástrofe destruíram residências e impuseram a inúmeras famílias uma série de dificuldades. Secas prolongadas prejudicaram a produção local e provocaram fortes ondas de calor em períodos atípicos. Isto sem falar nos efeitos externos como a elevação do nível do mar, com o aumento da temperatura global e o derretimento de geleiras na região Antártica nos últimos anos.

Como não houve unanimidade na aprovação do acordo, afinal, cinco países manifestaram seus votos contrários, o mesmo perdeu validade jurídica no plano mundial. Mesmo assim, a previsão de financiamento para redução das mudanças climáticas pode exercer um importante papel nesse momento. Ficou estabelecida uma proposta de investimento aproximado em US$ 30 blihões de 2010 a 2012, chegando a US$ 100 blihões por ano até 2020 em um fundo gerido pelos países desenvolvidos, destinado a financiar a adaptação e mitigação dos países em desenvolvimento, principalmente os que possuem situação mais vulnerável.

Com a contrariedade explícita de Tuvalu, Bolívia, Venezuela, Cuba e Sudão, o fator diplomático do acordo foi retirado, prejudicando sua legalidade. Por isso, há a previsão de construção de uma proposta adjunta, ainda em 2010, como uma espécie de segunda edição da COP 15 a fim de programar o caráter legal, ausente nesse momento. Sem esse caráter nada de concreto deverá ser cumprido pelos países. Não há vinculação, portanto, até mesmo os maiores poluidores continuam livres nesse aspecto. Resta a esperança de quem em 2010, na nova reunião da cúpula que deverá ocorrer no México esse acordo seja aprofundado e rompa as amarras tímidas que o colocam em condição secundária nas políticas ambientais das nações participantes da COP 15.

O aquecimento global permanece em busca de controle, porém sem o entendimento das maiores autoridades mundiais isto não será possível.

André Carús
Bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos)
Pós Graduando em Direito Ambiental e Urbanístico pela Uniderp/LFG
Secretário-Geral do PMDB Porto Alegre
2° Tesoureiro do PMDB/RS
Blog: www.conteudoeliberdade.blogspot.com
Twitter: www.twitter/carus2009
Orkut: André Carús

domingo, 22 de novembro de 2009

Satisfeito com o ofício



Desde que assumi a função de Secretário-Geral do PMDB em Porto Alegre procuramos imprimir um novo ritmo de trabalho. Projetos como o Debates da Cidade já tiveram início com a discussão sobre o Metrô em 05 de novembro. A formação dos Núcleos Regionais, como forma de descentralizar a ação político-partidária na cidade foi inaugurada com êxito no último dia 18 em encontro das regiões Norte e Eixo-Baltazar. Outros quatro eventos dessa natureza deverão ocorrer até o fim do ano, assim como o debate sobre a revitalização do Cais do Porto. Outro ponto alto será o nosso jantar com as presenças do prefeito José Fogaça, Senador Pedro Simon, ex-governador Germano Rigotto e deputado Záchia, além de outras autoridades e lideranças no dia 17 de dezembro.

O diálogo permanente com os núcleos setoriais do partido e um atendimento qualificado nos campos político e comunitário também compõe esta rotina. Logicamente que a postura aberta e democrática do deputado estadual Luiz Fernando Záchia, presidente do PMDB/POA contribui decisivamente para o bom andamento de nossas iniciativas. Não fosse por ele e sua trajetória já conhecida não teríamos condições de tocar adiante certas propostas. Já se passam 47 dias neste ofício e considero o saldo bastante positivo. Certo de que ainda há muito por fazer, pretendo encarar os desafios com responsabilidade, isenção e acima de tudo, maturidade. Aliás este é o principal atributo a ser considerado. Isto também tem sido possível graças ao apoio e presença da Cláudia, Juliana e Marlon no dia a dia, além de outros tantos colaboradores do nosso trabalho.

Convido todos(as) a engajar-se nesta grande revolução partidária que por certo trará inúmeras vitórias nas caminhadas eleitorais e sociais que teremos daqui para a frente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Jantar de Integração reúne lideranças de Porto Alegre


Público prestigiou em massa o Jantar de Integração


Bira Siqueira, André Carús, Záchia, Edson Brum e Nelson Beron


Dep. Záchia com lideranças da Lomba do Pinheiro


Dep. Edson Brum recebe reivindicação da Vila Panorama

Na noite da última segunda-feira, foi realizado o Jantar de Integração promovido pelos jovens André Carús, Secretário-Geral do PMDB/POA, Nelson Beron, Secretário-Geral da JPMDB/POA, Gustavo Fontana e Roberto Kondach. Na ocasião, nas dependências do CTG Estância da Azenha, lideranças de diversas regiões de Porto Alegre compareceram, todas representativas do segmento associativo, esportivo, cultural e popular. Mais de noventa ativistas sociais das regiões Centro, Lomba do Pinheiro, Vila Nova, Cruzeiro, Partenon, Belém Velho, Sarandi, Cristal, Batista Xavier, Vila Sossego, Vila Panorama, Vila Elizabeth e Vila União compareceram ao evento.

Prestigiaram a iniciativa o deputado estadual Edson Brum (PMDB), e o também parlamentar e presidente do Diretório Municipal do PMDB, Luiz Fernando Záchia. Tanto Brum quanto Záchia reafirmaram o compromisso de continuar atuando em parceria com as lideranças presentes a fim de, buscar dentro dos limites possíveis a realização dos anseios das respectivas comunidades.

Esta foi a 1ª edição do Jantar de Integração que pretende expandir-se através de ações com presença nos bairros da cidade. O objetivo do grupo é reunir o maior número possível de lideranças e moradores para a construção de uma forma responsável e transparente de atuação política e comunitária.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Enquete no Blog



As postagens referentes a futebol, ultimamente têm sido raras neste blog. Mas diante da realidade vivida pelo time do Grêmio acredito ser de grande importância o tema que trato aqui.

Após a mercenária estadia de Paulo Autuori em Porto Alegre, retornou, com justiça ao comando da equipe o interino Marcelo Rospide. Como já havia feito nos jogos que disputou pela Libertadores e Brasileiro no primeiro semestre, reimplantou a garra nos jogadores gremistas.

No sábado, contra um Cruzeiro com chances reais de chegar ao G4 calou o Mineirão com dois expulsos e muita força de vontade. Não seria o momento da direção de futebol do Grêmio apostar em Rospide como treinador para 2010?

Esta é a pauta da nossa enquete que encerra no próximo dia 06 de dezembro, data da última rodada do Brasileirão 2009. Participem!

Metrô e Portais sim!



Velhos ranços político-partidários parecem aflorar com a suposta "disputa" entre a implantação dos Portais da Cidade e a nova linha do metrô em Porto Alegre. Até a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) ressurgiu na imprensa apenas para atacar o prefeito Fogaça e sua posição nesse caso.

O antagonismo entre os dois projetos na prática não existe, ou seja, não deveria existir. A cordialidade exposta no último dia 05/11 em debate promovido pelo PMDB/POA entre o Diretor-Presidente da Trensurb, Marco Arildo Cunha e o Secretário Municipal de Gestão, Clóvis Magalhães comprova isso.

Há sim uma opção da administração municipal pela implementação de linhas rápidas de ônibus com a construção de três portais: na Avenida Cairú, bairro Azenha e no sentido da zona sul próximo ao estádio Beira-Rio.

No entanto, até mesmo porque existe marco regulatório para tal, a viabilização do Metrô em Porto Alegre pode ocorrer através de Parcerias Público-Privadas. É bom que se diga também que esta obra, de grande vulto e importância, não está contemplada no prometido "PAC da Copa" gerenciado pela toda-poderosa Ministra Dilma Roussef.

Mas enquanto o PT arrasta sua verborragia tentando "culpar" Fogaça pelo eventual insucesso do Metrô na Capital, os Portais avançam, pela competência de sua gestão. Hoje, 16/11 será assinado um convênio com a Cooperação Andina de Fomento (CAF) que assegurará R$ 1 milhão a serem investidos no projeto.

Em suma: se existe algum culpado pela não viabilização do Metrô até então em Porto Alegre é a cúpula do governo federal, respeitando é claro todo empenho da direção do Trensurb nesse sentido.

domingo, 15 de novembro de 2009

Muito trabalho pela frente




O PMDB de Porto Alegre inicia na próxima quarta-feira, 18 de novembro, uma série de encontros em diferentes regiões da cidade. O objetivo é formalizar a criação de Núcleos Regionais do partido, a fim de descentralizar sua ação política local, formando lideranças com uma aproximação real das comunidades.

Reconheço que teremos muito trabalho pela frente. Graças à concordância do presidente municipal do PMDB, deputado Luiz Fernando Záchia, passaremos a perseguir este sonho. Mas, ele só será possível se a participação de todos for confirmada nessa jornada.

Tenho certeza que o PMDB/POA está dando um passo afirmativo, na busca do seu crescimento, procurando interagir de maneira qualificada e permanente com a sociedade. Os Núcleos Regionais, aliados ao excelente trabalho que já vem sendo produzido pelos Núcleos Setoriais trarão um avanço significativo para o partido.

Acima está o convite para o primeiro encontro que realizaremos nas regiões Norte e Eixo-Baltazar. Participe!

Desafios eleitorais




O tabuleiro das eleições 2010 começa a ter novos movimentos no Rio Grande do Sul. A possível construção de uma terceira via, liderado pelo PSB de Beto Albuquerque parece ter perdido força com a união trabalhista, apregoada por PDT e PTB. Este último fim de semana foi especial.

No final da tarde de sexta-feira o PDT, através do seu presidente estadual, Romildo Bolzan Júnior, selou um pré-acordo com o PT, nas presenças de Olívio Dutra e Tarso Genro. O PTB em convenção realizada no sábado lançou a pré-candidatura do deputado estadual Luis Augusto Lara ao Palácio Piratini.

E o PMDB? Permanece em compasso de espera, muito embora possua dois grandes nomes: Germano Rigotto e José Fogaça.

A governadora Yeda Crusius, após uma onda de escândalos tenta emplacar uma agenda positiva perante à sociedade, isso prova que trabalha pela reeleição em 2010. Com Tarso declarado candidato do PT e o assédio quase que imoral para cima de PDT e PTB como ficam as demais alianças?

Não sobra quase nada e, o risco de isolamento precisa ser considerado com urgência. Afinal, o povo gaúcho, após experiências nem sempre exitosas, escolhe novamente o PMDB para dirigir os rumos do Estado.