CONSTRUINDO A UNIDADE DO PMDB
Um partido político com a envergadura do PMDB, cercado por líderes expressivos e com um grande número de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais não pode furtar-se de liderar o momento histórico que se avizinha. Hoje o problema do Estado é político e, por esse motivo devemos ser alternativa à lógica adversarial e conflitante que reina no relacionamento atual entre governo e oposição.
Essa situação de nenhuma maneira pode contaminar o ambiente interno do nosso partido. Se participamos do governo Yeda, certamente, quando da definição oficial do nosso candidato ao Piratini abriremos mão desta condição, jamais abandonando a premissa de sempre trabalhar em favor de todas as iniciativas que sejam boas para o Rio Grande do Sul. Em suma, vamos ter sim candidato próprio ao governo estadual em 2010.
Para o encaminhamento sereno, sem ranços ou detalhes menores desta questão é fundamental a unidade do PMDB gaúcho. E este é o espírito do Senador Pedro Simon, presidente estadual da sigla. Quando anunciada a medida de criar uma comissão composta pelos honrados companheiros Odacir Klein, Rospide Neto e Sebastião Melo o intuito central foi de ampliar o debate sobre dois temas cruciais: a sucessão do comando partidário estadual e o início do diálogo com os partidos que são considerados ideais para uma futura aliança eleitoral.
A criação desta comissão em nenhum momento pode ser interpretada como um desrespeito à base do partido. Ela atua em outra perspectiva. Nossa base, composta pelos núcleos de apoio, coordenadorias regionais e toda a militância permanece com voz e vez, como sempre possuiu, graças aos anos de luta que reforçaram a necessidade de contarmos com um partido aberto, livre e naturalmente, heterogêneo em diversas posições, porém homogêneo quando o interesse maior e altruísta fala mais alto.
A unidade do PMDB passa antes de mais nada pela participação da sua base não apenas em postos de mando. A base deve ouvir e ser ouvida na mesma intensidade. Nossa realidade partidária inequivocamente consagrou esse comportamento e, várias são as razões. As Convenções Municipais do último dia 04 de outubro demonstraram a pujança do PMDB, organizado em 494 municípios, renovando 68% das suas direções locais. Os cursos de formação política pelo método de ensino à distância (EAD) aproximaram novos quadros e qualificaram os atuais.
Assim caminha nosso partido, fiel à sua história, renovando-se de forma permanente e capaz de pensar o presente com olhos firmes em um futuro de progresso e novas oportunidades.
Recriar antagonismos sem justificativas políticas plausíveis pode gerar uma divisão preocupante. A sucessão estadual do comando partidário não pode ter como cerne uma falsa disputa de dois supostos grupos. Isso não existe. O interesse é comum e a luta para a concretização dos nossos sonhos tem de ser coletiva.
Antagonismos geralmente afloram vaidades exageradas e consagram mitos com práticas personalistas. O PMDB gaúcho não é, nem nunca foi um cartório sob o comando de um ser supremo. Também nunca serviu como instrumento para ações exclusivistas ou projetos de poder espúrios. O PMDB é o partido do povo, dos jovens, das mulheres, dos negros, dos trabalhadores, enfim, de todos os setores sociais que confiam na nossa atitude.
Ingressar numa disputa carente de idéias ou desprovida de temas relevantes pode prejudicar fatalmente nosso projeto em 2010. Já que não convivemos e aceitamos a conduta subalterna da cúpula nacional, precisamos manter nosso compromisso de partido forte no Estado e capaz de liderar quem sabe, um conseqüente movimento que restaure as bandeiras do PMDB no Brasil à luz de nossa responsabilidade com o Estado e a Federação.
Estamos no limiar de consolidar a Unidade Democrática do PMDB, com a presença necessária das nossas referências e lideranças, sem abdicar da participação expressiva das bases nesse processo. Qualquer passo fora deste trilho significará divisão e talvez, antecipe derrotas ou confirme a presença inexpressiva do PMDB na disputa eleitoral.
Este texto é para debate, portanto, não é e nem pretende ser uma verdade absoluta. Expõe, com clareza o sentimento de quem vem da base e acredita na unidade do PMDB, sob pena de reduzirmos nosso partido a tudo aquilo que combatemos ao longo de nossas vidas.
Tributo aos meus amigos
1 ano atrás

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